O prefeito de Paulista, Júnior Matuto (PSB), foi afastado do cargo, ontem, após o cumprimento de mandado de suspensão de exercício de função pública durante as operações Chorume e Locatário, da Polícia Civil. Elas investigam fraudes em contratos com uma empresa de limpeza urbana e um esquema de dispensa de licitações para aluguel de prédios públicos, respectivamente. De acordo com a Polícia Civil, a Operação Locatário envolve o prefeito de Paulista, seis servidores públicos e o dono de uma empresa de locações. O esquema desviou cerca de R$ 900 mil, segundo as investigações.
CURTAS
DESVIOS – Júnior Matuto também foi um dos alvos dos mandados da Operação Chorume, que investiga a fraude em licitação envolvendo uma empresa de limpeza urbana do município de Paulista. A suspeita é de que o valor desviado seja de R$ 21 milhões, de acordo com a Polícia Civil. Além do prefeito, o casal dono da empresa e seis servidores municipais são investigados. Durante o afastamento de Júnior Matuto, a administração do município fica a cargo de Jorge Carreiro (PV). O então vice-prefeito de Paulista, que também é presidente do diretório estadual do Partido Verde, assumiu a gestão em cerimônia de posse realizada na Câmara de Vereadores.
OPERAÇÃO – A Operação Chorume investiga uma fraude em licitação envolvendo a empresa I9, pertencente ao grupo Locar, contratada para prestar serviços de limpeza urbana por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) em Paulista. Os mandados também foram cumpridos em endereços da empresa nas cidades do Recife e de Caruaru, no Agreste. Além do prefeito Júnior Matuto, o casal dono da empresa e seis servidores municipais são investigados pela operação. As irregularidades na PPP foram constatadas por uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
PAGAMENTOS – “Toda PPP prevê um investimento inicial por parte da empresa, mas nesse caso de Paulista, a empresa não fez o investimento previsto. Sem esse dinheiro, a parcela paga mensalmente pela Prefeitura deveria ser menor. Pela auditoria, foi encontrada uma diferença mensal de R$ 400 mil”, explicou o auditor Edgard Pessoa de Melo, responsável pela Divisão Sul da Gerência de Auditoria de Obras Municipais. A auditoria constatou que, mensalmente, a Prefeitura pagava R$ 2 milhões à empresa, mas o valor que deveria ser pago era algo em torno de R$ 1,6 milhão. Entre os anos de 2013 e 2017, foram contabilizados R$ 21 milhões em pagamentos irregulares.
Por Magno Martins







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