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Juventude do Sport resgata identidade e o doce sabor de comemorar uma vitória

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Envolvido em crise sem precedentes, o Sport versão 2026 largou na temporada com um elenco formado por pratas da casa. Garotos que assumiram a missão de proporcionar um pouco de dignidade – e, por que não, alegria – a quem muito se viu ferido há pouco tempo. A mensagem foi dada: a juventude deu conta do recado.

Ao superar o experiente Retrô por 2 a 0, na Ilha do Retiro, o jovem time rubro-negro não só conquistou a primeira vitória no Campeonato Pernambucano, depois de largar com um empate na estreia do Estadual. Ele sepultou jejuns, herdados em 2025, difíceis de acreditar: 17 jogos seguidos sem superar adversários e quatro meses sem saber o que é saborear três pontos.

Acabou.

Na vitória sobre o Retrô, o Sport foi jovem na assepsia da palavra. Safo, com personalidade. Os garotos souberam se portar num jogo de maior exigência e, em especial no primeiro tempo, não deixou o adversário se criar em momento algum.

Os Leões da base marcavam em cima para inibir as chances de iniciação da Fênix, forçando-a cometer erros primários. Eles apareceram – para Micael fazer 1 a 0 e depois Lipão, num golaço bizarro. Àquela altura, dentro do primeiro tempo, o sub-20 rubro-negro já tirava o Retrô do sério: sem conseguir jogar, o adversário cometia faltas excessivas, recebia cartão e batia boca.

É verdade, no entanto, que a etapa final reservou um cenário adverso para o Sport, como apontou o comentarista da TV Globo, Cabral Neto, ao traçar um paralelo entre a exaustão física dos pratas da casa com as chances claras criadas pela Fênix: “agora eles só estão resistindo”.

E resistiram pelas mãos de Adriano.

O Leão se salvou de pelo menos três oportunidades de ter a meta vazada graças ao goleiro, que contribuiu decisivamente para sustentar o resultado. E liquidar ao mesmo tempo um fantasma: as 10 vezes em que no roteiro de terror de 2025, o time abriu o placar e deixou o adversário reagir.

A vitória, comemorada genuinamente na Ilha do Retiro entre torcida e elenco após o apito final do árbitro Rodrigo Pereira, premiou a atuação e a personalidade com que os pratas da casa honraram a camisa do Sport – acenando além de tudo por boas alternativas ao técnico Roger Silva.
Jogadores que, embora não tenham escolhido estar nesta condição de pressão enquanto “tapadores” de buraco deixado por outros, assumiram a responsabilidade e, como conjunto, trouxeram resultado.
“Essa alegria genuína não poderia pertencer ao time que criou esse jejum. Aquele time que manchou a história do Sport não merecia sentir uma alegria por uma vitória como essa que foi sentida. O time do ano passado criou essa mancha e não merecia tirá-la”, declara Cabral Neto.

– Acho muito representativo que esse passado começasse a ser apagado por garotos formados nas divisões de base do clube. É uma geração formada na casa, que entende a importância do Sport, a força da torcida, do clube. Eles tinham legitimidade para quebrar esse jejum – finaliza.

O doce sabor de comemorar enfim uma vitória, parida por quem simboliza renovação e demonstrou ser capaz de devolver a identidade rubro-negra a quem se sentia despossuído.

Do GE Pernambuco

serrafm87

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