Com informações do Diário de Pernambuco
O Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) anunciou, nesta quinta-feira (19), mudanças no processo de habilitação no Estado. A partir de agora, deixam de ser exigidas as provas de baliza e de rampa no exame prático da categoria B, destinada a condutores de veículos de quatro rodas. Pernambuco também passa a adotar oficialmente o novo padrão nacional do documento, conhecido como “CNH do Brasil”.
A atualização segue as diretrizes estabelecidas pela Secretaria Nacional de Trânsito, que vem promovendo a padronização dos procedimentos em todo o país. Com a medida, os serviços oferecidos pelo órgão estadual — como primeira habilitação, renovação e alteração de dados — passam a obedecer integralmente aos parâmetros federais.
De acordo com o diretor-presidente do Detran-PE, Vladimir Lacerda, a adequação garante maior uniformidade nos processos e amplia benefícios aos usuários. Segundo ele, sistemas, projetos e rotinas administrativas foram ajustados para atender às normas nacionais, o que deve resultar em mais segurança jurídica e eficiência no atendimento.
O órgão informou que a transição para o novo modelo exigiu reestruturação de fluxos internos e atualização dos sistemas tecnológicos, além de planejamento técnico conduzido pelas equipes responsáveis pela área de habilitação.
As mudanças ocorrem após a publicação, no início de fevereiro, do Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular pela Senatran. O documento estabelece critérios unificados para as provas práticas da Carteira Nacional de Habilitação, incluindo regras sobre trajeto, percurso e avaliação dos candidatos.
O manual faz parte de um conjunto mais amplo de alterações recentes no processo de obtenção da CNH. Entre elas, está o fim da obrigatoriedade de contratação de autoescola para as aulas práticas de direção.
Desde o fim de 2025, o curso teórico passou a ser oferecido gratuitamente pelo governo em formato digital, embora o candidato ainda possa optar por aulas presenciais em centros de formação. A carga mínima de aulas práticas foi reduzida de 20 para duas horas, permitindo que o futuro condutor escolha entre autoescolas ou instrutores autônomos para a preparação.
Apesar das flexibilizações, continuam obrigatórias a aprovação nas provas teórica e prática para a emissão do documento.







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