O presidente Lula (PT) afirmou, ontem, sexta-feira (13), que o Brasil caminha para se tornar uma potência na produção de medicamentos e defendeu o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional para garantir soberania e segurança ao SUS, durante visita à fábrica Aché, em Cabo de Santo Agostinho.
“Somos brasileiros e não desistimos nunca. Acreditamos que o Brasil vai se transformar numa potência na produção de remédios”, declarou o presidente.
Segundo Lula, o país já reduziu significativamente sua dependência externa. “Há alguns anos, a gente tratava o Brasil como se fosse um país incapaz de produzir seus próprios remédios. E, agora, 60% dos medicamentos consumidos já são produzidos no Brasil. Significa que a gente já não é tão dependente como era alguns anos atrás. E nós temos condições de produzir 100% do nosso remédios aqui”, destacou.
A visita ocorreu na indústria da Aché que, de acordo com a empresa, produziu 3,2 bilhões de comprimidos em 2025 e atende cerca de 50 milhões de pacientes no país e no exterior. O presidente ressaltou que o fortalecimento de empresas nacionais reduz riscos de desabastecimento e amplia a autonomia do Brasil na área da saúde.
Autonomia na produção
“O que depender de mim, da governadora (Raquel Lyra), do Ministério da Saúde, do Ministério do Desenvolvimento e do governo federal, vocês podem ter certeza: nós vamos trabalhar para que o Brasil chegue a produzir 100% dos medicamentos de que precisa”, afirmou.
O presidente também disse que o crescimento da indústria de remédios ajuda a fortalecer o Sistema Único de Saúde. Hoje, cerca de 35% do faturamento da fábrica Aché está ligado a vendas destinadas ao SUS, incluindo o programa Farmácia Popular.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou ainda que o governo tem atuado para acelerar processos regulatórios e incentivar a inovação no setor, reduzindo gargalos históricos:
“Tem uma empresa nacional produzindo aqui e fazendo parcerias. A Aché tem parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e tem um papel muito importante na BioNTech. Essas parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz são para pegar tecnologia de medicamentos de outros países, trazer para cá, desenvolver aqui, gerar emprego, renda, tecnologia e tratamento para as pessoas aqui.”







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