Renan Freire com informações da Folha PE
Não bastava a escalada nas cotações de petróleo, agora o impacto da guerra no Oriente Médio preocupa produtores brasileiros, pois o preço de fertilizantes utilizados na agricultura, corre risco iminente de subir devido às interrupções das exportações.
Isso ocorre porque o Oriente Médio é responsável por 30% dos fertilizantes comercializados no mundo, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Com o Estreito de Ormuz praticamente fechado, os preços de alguns alimentos, como soja e milho, que depende de fertilizantes, pode ter um custo maior.
Além disso, as interrupções podem atrasar embarques e reduzir a oferta no mercado global. Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) mostram que o Brasil importa cerca de 85,7% dos fertilizantes. No ano passado, foram 43,32 milhões de toneladas de fertilizantes importados contra uma produção nacional de 7,22 milhões de toneladas.
Cerca de 15,8% dos fertilizantes nitrogenados importados pelo Brasil em 2025 vieram do Oriente Médio, enquanto China, Rússia e Nigéria responderam, em conjunto, por 70,4% desse volume, segundo estudo do Insper Agro Global com base em dados do Trade Data Monitor (2026).
Entre esses insumos se destaca a ureia, cujo preço já subiu 33% (incluindo custo e frete) no país desde o início do conflito, de acordo com a CNA, por conta do aumento dos preços do gás natural, matéria-prima utilizada em sua produção. Cerca de 35% da ureia brasileira tem origem nos países do bloco.
Caso a guerra se estenda por mais tempo, alimentos como carne, ovos e leite serão afetados de forma indireta, já que milho e soja são base da ração animal.







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