Apesar da existência de uma legislação estadual atualizada em 2020 — que prevê multa de R$ 1 mil e até a suspensão da linha telefônica utilizada —, a prática continua em alta no estado. O aumento chama a atenção das autoridades, principalmente pelos impactos diretos no atendimento de ocorrências reais.
Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 14,5 mil trotes, o crescimento é expressivo. Segundo o gerente-geral do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), coronel Alexandre Tavares, houve um acréscimo médio de 2,3 mil chamadas falsas por mês em 2026.
No ano passado, a média mensal durante o primeiro semestre era de aproximadamente 5 mil ocorrências desse tipo, número bem inferior ao registrado atualmente.
Para a SDS, os trotes representam um problema grave, pois sobrecarregam as centrais de atendimento e podem atrasar o socorro a situações reais de emergência. A pasta reforça a importância da conscientização da população e destaca que medidas de monitoramento e identificação dos responsáveis seguem sendo intensificadas.
As autoridades alertam que, além de ilegal, a prática pode colocar vidas em risco ao comprometer a agilidade no atendimento de casos urgentes em todo o estado.







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