O candidato da chapa PSOL/Rede ao Governo de Pernambuco, Ivan Moraes, confirmou neste sábado (15) que vai permanecer na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. A decisão ocorre após dias de pressão, segundo o próprio candidato, do PSB e do presidente nacional da legenda, João Campos, para que o PSOL retirasse sua candidatura às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.
Durante coletiva de imprensa realizada no Recife, Ivan afirmou que a direção estadual do PSOL resistiu às articulações e classificou a permanência da candidatura como uma demonstração da autonomia do partido em Pernambuco.
“O azar deles é que nós temos um partido autônomo, independente, em todas as suas instâncias. Um partido que não abriu para conversa”, afirmou Ivan.
A confirmação encerra, ao menos momentaneamente, a possibilidade de retirada da candidatura em uma articulação que extrapolou o cenário estadual e chegou à direção nacional do PSOL. Nos últimos dias, dirigentes da Federação PSOL/Rede em Pernambuco haviam denunciado uma tentativa de interferência externa para retirar Ivan da disputa. O presidente estadual da federação, Jerônimo Galvão, classificou a movimentação como “absurda” e “antidemocrática”.
Ivan diz que houve pressão do PSB
Ao falar sobre a crise, Ivan atribuiu diretamente ao PSB e a João Campos a pressão para que sua candidatura fosse retirada. Segundo ele, a movimentação chegou a ameaçar articulações partidárias em outros estados e colocou em discussão a autonomia do PSOL em Pernambuco.
“Todo mundo sabe a pressão que a gente sofreu pelo PSB pela retirada da minha candidatura. Todo mundo sabe disso já. Não através de mim, mas vocês que são jornalistas perceberam isso e divulgaram isso e noticiaram isso para quem quisesse ler, para quem quisesse ouvir, para quem quisesse ver”, afirmou.
Antes da coletiva deste sábado, Ivan já havia negado a possibilidade de desistência. Em entrevista ao Diario, afirmou que confiava nas instâncias partidárias e que o PSOL de Pernambuco estava fechado com sua candidatura. A direção estadual da federação também sustentava que a retirada só poderia ocorrer mediante uma intervenção nacional e que, para isso, seria necessário o apoio de dois terços da direção nacional.
Fonte: Diário de Pernambuco







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