O fuzil que tinha sido levado pelo soldado do Exército Pedro Gabriel e ficou desaparecido por 11 dias estava desmontado quando foi localizado no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. Segundo a Polícia Militar, a numeração de registro da arma foi suprimida e os pedaços estavam guardados dentro de mochilas abandonadas na rua
O Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRP) localizou o armamento após receber uma denúncia (saiba mais abaixo). A corporação confirmou que era o mesmo fuzil desaparecido, pois tinha um calibre de uso exclusivo do Exército e as munições estavam com o código de registro.
A arma era procurada desde que o soldado Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento fugiu do 7º Depósito de Suprimento, no bairro do Cabanga, no Centro do Recife, no dia 17 de outubro. O militar ficou cinco dias desaparecido e sendo procurado pelo Exército e pela polícia.
No dia 21 de outubro, ele se entregou na 7ª Delegacia de Polícia de Homicídios de Paulista, na Região Metropolitana, mas não apresentou a arma. O jovem de 20 anos segue preso no 4º Batalhão de Polícia do Exército (BPE), no bairro do Curado, na Zona Oeste da capital pernambucana. Até a última atualização desta reportagem, a defesa não se pronunciou sobre os detalhes do caso.
“O Exército não admite a subtração de ativos, seja qualquer tipo de material de emprego militar. Então, as operações só iam cessar enquanto o material fosse recuperado. O material é exclusivo de emprego militar, para uso em guerra, então com certeza um mal grande faria se ele estivesse solto na sociedade”, afirmou o coronel do Exército Humberto Guaita.
Denúncia anônima
O material apreendido foi encaminhado ao Exército e vai passar por perícia. Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (28), o delegado Diego Jardim, da Polícia Civil, a denúncia que levou à localização da arma foi anônima.
As investigações seguem em andamento, pela Justiça Militar, para identificar os envolvidos e também entender onde o armamento ficou guardado durante os dias em que ficou desaparecido. De acordo com o delegado Diego Jardim, a suspeita é que um intermediário repassou o fuzil para traficantes.
“Mas a gente não tem como confirmar se eram faccionados, se eram do Comando Vermelho, qual era a participação deles. Isso tudo será apurado no inquérito policial militar”, informou.
Fonte: G1







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